FAQ

sobre a margem

como surgiu a editora?


coordenada pelos estudantes de arquitetura e urbanismo (faufba/ufba) nadine nascimento/júpiter91 e leonardo vieira/léo, a margem surge a partir do encontro. 2016 xinfrim: um grupo de estudantes da faufba que se articulam a partir dos desejos e delírios revolucionários da palavra - CHINFRIM ou XINFRIM, eis uma das questões. Organização política e jornalística de marginais estudantes da Moderníssssima Faculdade de Arquitetura da UFBA. 2018 xinfrim - a margem, 6.500 impressos xinfrim distribuídos nas manifestações pela educação em 2019. riso ativa 2019. a margem ; press // Plataforma editorial de Salvador/BA, a margem ; press abrange fazeres manuais, produção gráfica e experimental, questionando a formalidade na arquitetura e nas artes plásticas.




por que o nome e o que é o desenho da marca?


a margem; estar à margem; ser margem: ou herói. no espaço situado no contorno externo imediato de algo; a margem, a periferia, a favela, o subúrbio ferroviário; a brecha [ou a fissura] entre o baixo e o alto da cidade praia. a borda; ou o fio que costura a borda; a orla; espaço em branco [?] em volta das páginas de um impresso marginal. limite; limiar. ambivalência. resto; fratura; trauma; rito de passagem_ inversões de sentido; desvios inesperados: o quebrar das regras. construção. imaginação. sonho. metáfora; ironia; poesia; o desenho que faz a marca é uma fresta, uma flecha, brecha do frontispício - a falha - da cidade de salvador da bahia. uma margem, complexa e pulsante, no entrecidade. um rabisco à subversão política do cotidiano e à crítica política a partir da subjetividade do fazer livro, ou seja, a própria experiência do livro ou o livro em si como escolha errática-curiosa-inventiva, que tensiona e se aventura por uma escrita-delírio-não-criativa poética-política.




risografia + serigrafia = livro experimental


as possibilidades da risografia e da serigrafia são trabalhadas em experimentações nos fazeres do livro na margem. Em parceria com Lanussi Pasquali, Léo coordena o estúdio Riso Ativa, criado em 2017 como parte do Ateliê Ativa, que tem a proposta de ampliar o conhecimento e o uso da Risograph na cena de Salvador. para a criação de artes subversivas e potentes; para outras formas - menores ou marginais a risografia e a serigrafia como meios de produção. ofícios gráficos! juntos, editora e estúdio, se propõem o exercício da publicação experimental como um espaço gráfico, sempre em expansão, para deslocamentos, subversões e recontextualizações de outras narrativas - desviantes, marginais - através das subjetividades do fazer livro independente.




onde fica a oficina/ateliê da margem?


compartilhamos um espaço no ativa ateliê livre, localizado na rua tupinambás 423 - rio vermelho, salvador/ba. o ativa fica sempre aberto às visitas, avisamos, entretanto, sobre a necessidade de agendar uma visita por email, caso queira conversar com a gente sobre publicações ou nossos demais fazeres em torno das impressões e artes gráficas (clique aqui para agendar por email). para mais informações sobre contatos, clique na aba "contato" no menu lateral direito >




o que é e quem faz parte da margem?


a margem é uma plataforma editorial, coordenada por léo e júpiter91, que trabalha as possibilidades dos fazeres manuais e da produção gráfica e experimental, questionando o papel formal da arquitetura e das artes plásticas; espaço de criação e experimentação; deslocamentos, subversões e recontextualizações através da palavra, da imagem e das subjetividades do fazer livro. publicamos, na dobra entre a risografia e a serigrafia como percursos gráficos desviantes, entre 2018 e 2020, “kawó kabiesilé – uma possível história para meu avô joaquim trovão“ (léo 2019); “god’s pocket – metástasis“ (felipe rezende 2019); “pilhagem“ (saulo moreira (org.) 2019); “contos (ainda) desconhecidos“ (léo e jupiter91 2019); “paisagens ensolaradas“ (felipe rezende 2019); “frutas maduras“ (raphael dutra 2019); “mina dágua do meu peito“ (laura castro 2020); “viagem“ (felipe rezende 2020); “reza“ (léo 2020 - no prelo); e outros impressos que tensionam e se aventuram por uma escrita-delírio-não-criativa poética-política, e um fazer errático-curioso-inventivo para pensar e criar livros.




existe uma linha editorial n'a margem?


nossos livros, impressos e atividades se voltam para propostas criativas autônomas, coletivas e abertas em torno da ideia do livro experimental e de uma escrita-delírio-não-criativa-poética-política, a partir de um fazer errático-curioso-inventivo para pensar e criar; a fim de debater a radicalidade do livro e dos impressos como possibilidades de invenção de outros mundos possíveis - e, portanto, revoluções!